Líderes de IA dos EUA defendem desenvolvimento mais lento, aliados europeus rejeitam a ideia
Em 18 de setembro de 2026, a Reuters reportou que líderes de IA dos EUA, como Amodei, Altman e Musk, defenderam um ritmo de desenvolvimento de IA mais lento devido a riscos percebidos. No entanto, as empresas europeias rejeitaram essa proposta como sendo auto-interessada.
Mistral, uma startup francesa fundada há três anos, afirmou que os riscos já eram evidentes e que alguns atores do mercado estavam a usar a situação para promover regulamentações favoráveis a eles. Mistral é vista como a melhor esperança da Europa para desafiar a liderança de IA dos EUA e da China.
As empresas europeias continuam a depender de modelos da OpenAI, Anthropic e Microsoft, o que levanta preocupações sobre a dependência contínua da tecnologia dos EUA. Raphael Ovadia, CEO da Proton, e Ben Brooks, da Black Forest Labs, alertaram que a desaceleração do desenvolvimento de IA prejudicaria a inovação. Clement Delangue, da Hugging Face, defendeu a aceleração.
Christian Kressin descreveu a proposta de Amodei como captura regulatória. Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, enfatizou a influência regulatória da UE na governança global de IA. O Ministro das Finanças francês, Roland Lescure, admitiu que a proposta era auto-interessada, enquanto o Ministério alemão de assuntos digitais argumentou que interromper o desenvolvimento de IA era irrealista.
Daniel Abu, do Deutscher AI-Verband, instou a Europa a se concentrar em fechar a lacuna tecnológica, em vez de debater o ritmo do desenvolvimento de IA.