Localiza redefine o trabalho com IA generativa como modelo operacional central
A Localiza, plataforma de mobilidade brasileira, reestruturou suas operações em torno da IA generativa, tratando-a como uma interface de computação fundamental, em vez de uma ferramenta de produtividade. A empresa organizou sua colaboração com a OpenAI em torno de três pilares estratégicos: transformar o negócio por meio de experimentação em larga escala, criar novas interfaces para o cliente e desenvolver produtos nativos de IA. Estes esforços visam redesenhar processos em torno da inteligência, do contexto e da velocidade.
Na prática, a Localiza distribuiu licenças do ChatGPT como um recurso para experimentação, em vez de benefícios individuais. Equipes em finanças, operações e outros departamentos desenvolveram GPTs, agentes e modelos Codex personalizados. Os dados internos da empresa mostram que o tráfego de modelos de linguagem grandes (LLMs) cresceu rapidamente desde 2024, com o ChatGPT como o principal canal. Em março de 2026, a Localiza tornou-se a primeira plataforma de mobilidade no Brasil a integrar um aplicativo diretamente no ChatGPT, permitindo que os clientes explorassem opções de aluguel e de carros usados dentro da conversa.
A Localiza, seu produto nativo de IA, o Liza, opera com mais de 60 agentes especializados, construídos em modelos de raciocínio e integração com o MCP. A empresa enfatiza que o sucesso é medido pela qualidade, e não pelo volume de automação, e que a requalificação, e não a tecnologia, é o principal gargalo. A Localiza tem a ambição de colocar a IA no centro de suas próximas experiências e processos operacionais, com desenvolvimentos contínuos que incluem a evolução do Liza e novas interfaces conversacionais.