As competências de gestão revelam-se essenciais no trabalho com agentes de IA
Um professor da Universidade da Pensilvânia realizou uma experiência onde alunos de MBA executivo desenvolveram startups funcionais em apenas quatro dias, utilizando ferramentas como Claude Code, ChatGPT e Gemini. O progresso foi impressionante: o que teriam feito em meses foi conseguido em poucos dias.
Contudo, o sucesso não deveu-se a conhecimentos avançados de programação. Os alunos tinham formação em gestão e expertise em seus domínios, e foi precisamente isso que os diferenciou. Conseguiram traduzir objetivos claros e critérios de qualidade em instruções eficazes para as IA — uma habilidade fundamental de gestão.
O artigo propõe um modelo de decisão para delegar tarefas a IA: pesar o tempo necessário para fazer a tarefa manualmente contra o tempo de processamento (escrever prompts, avaliar resultados) e a probabilidade de sucesso. Citando um estudo da OpenAI, o autor nota que modelos recentes como o GPT-5.2 igualam experts humanos em 72% dos casos.
A insight central é que numa era em que computação é barata e abundante, o escasso é saber o que pedir. Competências de comunicação clara, avaliação de qualidade e feedback construtivo — elementos clássicos de boa gestão — tornam-se fundamentais para trabalhar com IA.