Estudantes americanos usam agentes de IA para automatizar cursos online inteiros
Com a disseminação de modelos de agentes de IA, alguns estudantes americanos ultrapassaram a fase de usar chatbots para consultar respostas e começaram a delegar cursos online inteiros para agentes de IA. Os agentes operam nos bastidores, completando tarefas do curso enquanto o estudante se ocupa com outras atividades. O fenômeno expõe uma vulnerabilidade significativa das plataformas educacionais online em relação à detecção de fraudes em comparação com aulas presenciais.
A maioria das atividades de educação online ocorre na tela, permitindo que agentes de IA façam login em plataformas como Canvas e Blackboard para realizar testes, assistir vídeos de aula, escrever trabalhos e até participar de discussões em nome do estudante. Empresas de IA como OpenAI (ChatGPT), Google (Gemini) e Grammarly praticamente não implementaram medidas para impedir esses usos, e não bloquearam agentes de IA em plataformas de aprendizagem, nem atenderam pedidos de educadores para que modelos se identifiquem ao acessar essas plataformas. A empresa Perplexity, que desenvolve navegadores com IA, alegou que exigir identificação de agentes colocaria em risco a privacidade e segurança dos estudantes—uma justificativa questionada por educadores.
Universidades estão respondendo com políticas diversas. A Universidade de Chicago, por exemplo, incorporou a proibição de telefones, tablets e computadores em sala de aula como parte de sua nova estratégia de IA para cursos de primeiro ano. A Universidade de Princeton descontinuou seu tradicional código de honra, que vigorava há mais de um século e permitia testes sem supervisão, após um episódio de fraude envolvendo IA.