O dilema da IA: assistente, estagiário ou substituição?
Um diretor de produto sênior da Adobe destaca uma crescente desalinhamento no desenvolvimento de produtos de IA. Os usuários buscam ferramentas que aprimorem seus fluxos de trabalho, enquanto os executivos priorizam a redução de custos, substituindo funções humanas. Startups frequentemente precificam seus produtos para atrair investidores, e não usuários finais.
Artisan, uma empresa de automação de vendas, inicialmente comercializou sua IA como substituta de humanos, utilizando slogans provocativos como 'Pare de contratar humanos'. No entanto, em agosto de 2026, a empresa reverteu a estratégia, contratando seu primeiro representante humano.
Da mesma forma, Klarna, uma empresa de fintech, enfrentou críticas em 2025 após sua IA assistente, projetada para substituir 700 agentes de atendimento ao cliente, levar a problemas de qualidade. Ambas as empresas acabaram mudando o foco para as necessidades dos clientes, reconhecendo o valor da interação humana.
A principal lição para os executivos é: estamos construindo uma ferramenta, um estagiário ou uma substituição? E o usuário final compreende o propósito real do produto?